quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mente conturbada.

Agora, espero uma melhora. Apesar dos meus relacionamentos escolar e familiar não estarem indo bem, minhas notas sobem e meu desempenho social aumenta fora da escola. Na internet, na rua, com outros amigos. Tudo me leva a crer que meu problema é apenas um. Solidão. Não melhoro dessa gripe à mais de 15 dias. Só piora. Dor, tontura, enjôos, tudo de uma vez no meu corpo, além da depressão. Saio pelas ruas imaginando o que acontecerá se eu me jogar na frente de um carro. A música se infiltra em meu cérebro e se instala na minha mente. Apenas isso me faz parar. Vários cortes em minhas mãos, são provas de uma fome. Uma fome anormal. Fome de sangue.
Poucos amigos me cercam. Aqueles que estão presentes, me dão uma alegria irracional. Alegria de seguir em frente.
Talvez eu consiga resistir mais um tempo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sozinha.

Então seguem os dias em minha vida. Amigos, família, escola...tudo vai bem. Mesmo sozinha em casa a maior parte do tempo, porque meu pai não conta como companhia, eu me sinto bem comigo mesma. Agora me encontro sozinha novamente. Meus amigos estão apenas na internet. E sabendo que tenho medo, não saio da frente do computador. O celular permanece ao meu lado, a música treme meus ouvidos e coração. Meu mini espírito não está mais aqui. Pelo menos não o tempo todo. Ele aprendeu a se desprender de mim. E meu anjo não aparece mais. Estou sozinha com as sombras. Novamente.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Asas negras.

Eles me fizeram bem. Me animaram. Quatro garotas e dois garotos. Colocaram a alegria de volta a minha vida. Por um bom tempo, a unica emoção presente em mim foi a alegria de viver. Então meu mundo desabou. Brigas freqüentes dos meu pais entre eles e comigo tiraram meu humor. Eu me deprimia sabendo que era motivo de várias das brigas. Eu comecei a desistir de viver novamente. Até que uma luz se ascendeu novamente. Essa luz, estava em meus sonhos, quando eu dormia e quando eu acordava. Era um anjo. Um anjo real. Que me cobria com suas asas macias e quentes. Afastava todos de mim. Todos os espíritos. Eu estava em paz novamente.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Resolução

Então me tornei excluída e esquecida. Nunca percebiam quando eu estava na sala de aula, e quando percebiam, era pra pegar lição ou zoar. Eu tenho problemas no meu tornozelo, então eu quebro com facilidade. Eu falto por colocar gesso, e todos zoavam comigo. Tava na cara que não era só de brincadeira. Eles queria me zoar ao extremo, por ser filha da professora. Então entrei em depressão. Mas foi silenciosa. Ninguém percebeu, além da minha melhor amiga. Eu tentei suicídio 9 vezes, mas não deu certo. Comecei a andar sozinha na escola. Todos me chamavam de nerd, e eu odeio ser nerd. Depois reclamavam que eu era sozinha. Isso me irritou. Eu tentei sair da escola, mas minha mãe não deixou. Então mostrei que podia ser normal. Ignorava qualquer zoação, estudava para ficar na média, não demonstrava opinião, e comecei a escrever. Histórias de terror, Com amores e mortes. Tragédias e felicidades. Tudo refletia o que eu sentia. E mesmo assim ninguém notou. Até eles chegarem.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O começo.

Vou falar da minha vida até agora.
Desde pequena quis viver em um sonho. Uma princesa, castelos, e meu príncipe encantado. Mas só consegui viver em um pesadelo, que cada dia piora. Os espíritos tentando me matar desde bebê, meus pais em constante guerra, poucos amigos, e exclusão da sociedade. Assim me tornei tímida, e com traços psicopatas. Sempre estudei onde minha mãe dava aula. Treze anos na mesma escola até agora. E sempre fui tachada de nerd e infantil por gostar de ler. Nunca liguei para isso pois sempre soube que ler me ajudava na escola e eu me trancava em outros mundos, de imaginação e fantasia. Depois que eu entrei no grupo escoteiro, minha vida melhorou. Fiz amigos e me tornei mais sociavel. Mas não melhorei na escola. Pelo menos não minha vida. Minhas notas aumentaram significativamente. Então eu percebi que as pessoas tentavam ser minha amigas para ter as respostas das lições e passar cola. Nunca ajudei elas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Loucura total.

Então, agora conto minha história.
Tenho 14 anos, e pra ser sincera, não acho que minha mente condiz com a minha idade. Eu tento ser normal, mas uma pessoa nas minhas condições não consegue fingir tão bem.
Os primeiros indícios de que eu não sou normal é que eu falo sozinha. Bom todo mundo fala sozinho uma vez na vida. Mas eu falo sozinha, para as pessoas normais. Eu falo com espíritos. Aparentemente sozinha, porque quase ninguém os vê.